Castle of Illusion é um clássico absoluto no Mega Drive e Master System

No início dos anos 90, o Mega Drive ainda não tinha um personagem que o representasse bem. A SEGA sempre procurou criar um personagem que se destacasse entre os demais para representar cada console que lançava; ao menos até o Sega Saturn. No Master System, tínhamos o Alex Kidd que, apesar de ter tido um jogo para Mega Drive, este acabou não sendo tão marcante quanto seus títulos para a plataforma anterior e o Sonic ainda não havia sido criado. Então, enquanto o Sonic ainda não saía, que tal criar um jogo com um dos personagens mais queridos e conhecidos do mundo todo? Foi assim que a SEGA criou o jogo Castle of Illusion – Estrelando Mickey Mouse para o Mega Drive; jogo que alcançou um grande sucesso entre os fãs do Mega. O jogo é o primeiro da chamada “série Illusion” dos jogos de Mickey Mouse para os consoles da SEGA.

O jogo foi lançado mundialmente em Novembro de 1990 para Mega Drive e no mesmo ano também ganhou uma versão para Master System, com uma nova mecânica e fases um pouco diferentes. No Japão, em Março de 1991, a versão do Master System foi portada para o Game Gear, sendo lançada também nos Estados Unidos e Europa no mês seguinte. No entanto, nosso principal foco aqui será a versão para Mega Drive.

A inveja tem um nome: Mizrabel!

Era uma vez uma cidade chamada Vera, onde a vida é alegre e todos vivem em paz. Ou melhor, todos, menos uma pessoa. Alguém que inveja a beleza e juventude de Minnie: a bruxa Mizrabel! Um dia a bruxa aparece em sua vassoura e leva Minnie embora. Mickey tinha de fazer alguma coisa. Ele seguiu Minnie por todo o caminho até o Castelo da Ilusão, que dá título ao nome do jogo. Mickey deve se apressar, antes que Mizrabel use seus poderes ilusórios para ter uma aparência como à de Minnie e que faça Minnie parecer má como ela. Ele deve encontrar as sete gemas do arco-íris, que darão a ele o poder de derrotar a malvada bruxa. Mas ele deve ter muito cuidado, pois as gemas estão protegidas pelos mestres da ilusão…

As maçãs que não foram envenenadas

Mickey tem como principal ataque a “bundada”, que é um ataque feito pressionando o botão de pulo outra vez durante um pulo, destruindo o inimigo ao cair em cima dele. Além deste ataque, Mickey também pode coletar objetos pelas fases, para arremessar nos adversários, como maçãs ou bolinhas, dependendo da fase em que a gente estiver. No entanto, elas aparecem em número limitado, portanto não devem ser gastas sem precaução. Em alguns momentos, encontramos uns saquinhos com cinco desses itens, mas eles aparecem em poucos pontos. Além disso, você ganha mais pontos na tela de pontuação para cada um que não tenha gasto.

O jogo também tem diferentes níveis de dificuldade. No modo Hard, começamos com menos energia e o jogo fica com mais inimigos e menos itens disponíveis para arremessar nos inimigos em relação ao jogo em sua dificuldade normal. O modo Easy é chamado de “Practice” e, como o nome sugere, é apenas um treino mesmo. Você já começa o jogo com a energia completa e o jogo tem apenas as três primeiras fases em versões muito mais curtas, fáceis e sem chefes. Mickey percorre o castelo da ilusão através de suas portas. Atrás de cada uma delas, há uma fase para explorar, cada uma com seu chefe que, após vencido, lhe concede uma das gemas especiais.

Ao pegar todas as sete gemas, Mickey vai até o terraço do castelo e lá elas formam uma ponte de arco-íris que levam até a sala onde está a bruxa. Na dificuldade fácil, a bruxa pega as três gemas – são apenas três nessa dificuldade – e liberta Minnie. A ponte de arco-íris formada serve para que Mickey e Minnie dancem juntos sobre ela. No entanto, na dificuldade normal ou difícil, vamos ao confronto final com a bruxa.

Olhando para um mundo de ilusão

Para um jogo de 1990, o jogo tem gráficos muito bonitos. Claro que, se compararmos ao primeiro Sonic, por exemplo, os gráficos não são tão coloridos assim, mas estão longe de fazer feio. Pelo contrário: o jogo é muito bem detalhado e tem ótimos cenários. É muito interessante ver como em vários jogos do Mickey, ele está sempre com aquela cara de feliz, não importa o que esteja acontecendo ao seu redor. Mickey e Minnie estão muito bem representados e o jogo tem diversos inimigos variados e cenários coloridos, tudo ao estilo Disney. A bruxa Mizrabel parece bastante com a bruxa malvada da história de Branca de Neve e os Sete Anões. Na abertura, ela aparece como uma bruxa estereotipada: baixinha e nariguda. No entanto, ao enfrentá-la no final do jogo, ela mostra sua verdadeira “forma”, que é a de uma bruxa muito maior e mais maligna.

Os ruídos ilusórios

Os sons do jogo não fazem feio, apesar de não serem nada particularmente espetacular. A trilha sonora é bem legal: suas músicas marcam bem as fases e dão aquela ambientação pedida pelo jogo. Elas são bem marcantes e nostálgicas, compostas por Shigenori Kamiya e Tokuhiko Uwabo, este último sendo conhecido pelas trilhas sonoras de clássicos como Alex Kidd in Miracle World, Phantasy Star e Phantasy Star II.

Curiosidades

O jogo ganhou diversas versões para outros consoles e influenciou muitos jogos que viriam depois dele.

– Versão para Master System e Game Gear

Castle of Illusion também ganhou sua versão para Master System e Game Gear. Além da óbvia diferença nos gráficos e som, já que são consoles menos poderosos, a história e tudo mais é igual, porém o jogo tem vários diferenciais.

Pra começar, a mecânica do jogo é diferente: aqui, Mickey não tem objetos que pode arremessar nos inimigos, mas é capaz de pegar várias caixas, pedras e outros objetos do cenário e carregá-los nas mãos, para posteriormente arremessar sobre os inimigos. Alguns destes objetos podem ser usados como plataformas para pularmos em cima e alcançarmos plataformas mais altas. O famoso ataque da “bundada” também está presente.

O jogo tem algumas fases diferentes. A terceira fase não é mais uma fase com água, e sim uma espécie de “fase do chocolate”, em que há uma parte aonde a câmera vai andando automaticamente e você deve ir andando de acordo com ela, desviando dos obstáculos. As outras fases são, ao menos em certas partes, semelhantes.

Ao contrário da versão do Mega Drive, é possível escolher em que ordem queremos jogar as três primeiras fases que, depois de concluídas, levam ao segundo andar com mais duas fases, onde novamente podemos escolher a ordem das mesmas. Também há a diferença de que, ao recolher todas as sete gemas e formarmos a ponte do arco-íris, há mais uma fase, onde enfrentamos um dragão como subchefe antes de enfrentarmos Mizrabel.

Assim como a versão do Mega, também temos uma dificuldade mais fácil, com apenas três fases, que são mais curtas, sem chefes, e o final do jogo é diferente. O final do jogo é bem simples, mas muito bacana para os padrões da época e com gráficos bem legais e detalhados.

Considerações pessoais

Para mim e para muitos amantes do Mega Drive, Castle of Illusion é um clássico absoluto. O jogo é muito querido e lembrado por praticamente todos que o jogaram. É aquele tipo de jogo que todos os que gostam do gênero plataforma curtem. Ao contrário do que alguns dizem, creio que o jogo envelheceu muito bem, além de que ele foi o que iniciou a “série Illusion”, pois houve outros jogos do Mickey que levavam “Illusion” no título. Além disso, ele marcou por ser o primeiro jogo do camundongo para o Mega Drive, pois muitos outros ainda viriam. O jogo não é perfeito, mas com certeza é ótimo e não deve nada aos concorrentes da época.

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